terça-feira, 25 de outubro de 2016

SIALORREIA

A sialorreia ou hipersalivação é definida pela presença de saliva para além da margem do lábio e é comum em bebés. Porém, normalmente a criança baba apenas até aos 15-18 meses de idade, sendo normal ganhar controlo a partir desta idade. A salivação em excesso em crianças com mais de 4 anos é geralmente considerada patológica e tem um forte impacto na qualidade de vida.
Quais as causas da sialorreia?
A sialorreia pode ser causada pela fraqueza ou falta de controle nos músculos da face, língua, boca ou garganta, tornando difícil a deglutição de saliva, mesmo que esta seja produzida numa quantidade normal. Existem também condições de saúde ou medicamentos que aumentam a produção de saliva, como o refluxo gástrico e o uso de tranquilizantes ou anticonvulsivantes.
A aplicação das bandas neuromusculares (BNM) tem vindo a ser uma técnica cada vez mais utilizada no controlo da saliva em crianças. Contudo é de ressaltar que estas, só por si, não resolvem o problema, sendo necessário a intervenção do terapeuta da fala, com ajuda de outras técnicas coadjuvante à aplicação das BNM.

Outras técnicas comuns utilizadas no tratamento da sialorreia em crianças são:  
- A aplicação de toxina botulinica: esta neurotoxina potente, produzida pela bactéria Clostridium botulinum, tem a função de reduzir a produção de saliva através da inibição da libertação da acetilcolina nas junções neurosecretoras pré-sinápticas das glândulas salivares.
Os medicamentos anticolinérgicos: que  têm uma ação sistémica, como por exemplo: escopolamina e glicopirrolato, que mostram ser eficazes, mas limitados por apresentarem efeitos colaterais e ter um grande número de contra-indicações.
- A abordagem cirurgica: onde há  a transposição dos canais de Stenon (ductos parotídeos) para o véu do palato na loca amigdalina, isto desde que a deglutição seja perfeita, porque caso contrario podem engasgar-se com a própria saliva.

Ana Marques

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

RESPIRAÇÃO ORAL


17FEVEREIRO2016 - Dia Mundial da Motricidade Orofacial

«A criação do “DIA MUNDIAL DA MOTRICIDADE OROFACIAL” é um sinônimo do crescimento, ímpeto, amor e dedicação de todos os profissionais envolvidos no estudo das Funções Orofaciais. Procura, igualmente, conscientizar a população em geral sobre os cuidados que se deve ter para evitar alterações nessas funções. 

A divulgação deste dia, permitirá, também, conscientizar outros profissionais sobre o trabalho realizado na área da MO, contribuindo assim para o desenvolvimento de redes científicas, acadêmicas e clínicas. Para cada ano haverá um objetivo específico de divulgação e um slogan particular. 

No primeiro ano (2016) pretende-se realçar a importância da respiração nasal. O slogan do primeiro ano será Respirar: já parou para pensar?”. Assim, é esperado que todos os especialistas em MO se unam a esta grande cruzada mundial, que já é realizada pelas diferentes especialidades médicas, com a finalidade de prevenir e minimizar os problemas respiratórios (respiração oronasal, apneia obstrutiva do sono, dentre outras) que afetam milhões de pessoas em todo o mundo. 

A MO, em 2016, terá novos desafios, e o sucesso do “DIA MUNDIAL DA MOTRICIDADE OROFACIAL” dependerá de todos os que compreendem a importância do trabalho desenvolvido nessa especialidade. Este é um pequeno passo para a consolidação do trabalho ao qual muitos se dedicam dia após dia, porém, ainda existem grandes desafios pela frente. Somente “Unidos pela MO” conseguiremos fazer crescer, divulgar e demonstrar a grande importância dessa especialidade. »
 
Franklin Susanibar
Irene Marchesan
Ricardo santos

Rev. CEFAC. 2015 Set-Out; 17(5):1379-1742




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RESPIRAÇÃO ORAL

A respiração oral não deve ser considerada uma adaptação fisiologica mas sim patológica, pois pode desencadear uma serie de perturbações para o individuo.
A respiração oral gera uma série de alterações locais e sistémicas que podem comprometer a qualidade de vida do individuo, além de influenciar o crescimento e desenvolvimento craniofacial.
A passagem para a respiração oral como alternativa à obstrução nasal instalada faz com que ocorra progressivamente alterações na ventilação pulmunar, nalguns casos mesmo pode haver uma diminuição da complacencia pulmunar.
A respiração oral é um fator de desestabilização das vias aereas superiores durante o sono, a apneia do sono é bastante comum, principalmente nas crianças.
As crianças apresentam  frequentemente roncos e em casos mais graves chegam a ter apneias obstrutivas.
A apneia do sono na criança deve ser investigada e o seu diagnóstico é feito através da história clínica e exames complementares.
O respirador oral apresenta sono bastante desconfortável em função das dificuldades respiratórias, apresentando um quadro sintomatológico característico.

SINAIS E CARACTERÍSTICAS DAS CRIANÇAS COM APNEIA DO SONO

- NOTURNOS: apneia, ronco, acordar frequentemente, pesadelos, enurese noturna
- DIURNOS: respiração oral, hipersonolência, baixo desempenho escolar, comportamento agressivo, hiperatividade, défice de atenção, cefaleia matinal, infeção das vias aereas, rinorreia crónica, disturbios da deglutição

TERAPIA DO RESPIRADOR ORA

A intervenção do terapeuta da fala no respirador oral deve ser realizada após diagnóstico médico e muitas vezes após diagnóstico ortodontico.
O objetivo principal da terapia ao nível da respiração é fazer com que o individuo perceba que tem condições para a respiração nasal.
O inicio da terapia dá-se através de um processo de conscientização da problemática. Fazer com que o individuo tenha consciência e conhecimento sobre o que acontece com ele a nível respiratório.
A outra palavra que faz parte do processo de intervenção é a proprioceção, ou seja, perceber a diferença entre respirar pela boca e respirar pelo nariz.
Depois da condição de aeração nasal, introduzir exercícios para a musculatura da lingua, pois a lingua está sempre com uma postura inadequada quando respiramos pela boca.

Ana Marques
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Bibliografia

Krakaner L., Francisco, R. Marchesan, I. 2003 «Respiração oral» Pulso editorial. São Paulo.

sábado, 7 de fevereiro de 2015

FARMACOLOGIA NA PATOLOGIA

Das minhas «leituras» perante a incompreensão de alguns sintomas que me deparo no meu dia a dia como terapeuta, surgem aqui estas pequenas reflexões, esta será assim mais uma, fruto dessas procuras no sentido de perceber um pouco mais e de certa forma tentar ajudar, adequar a minha prática. Neste sentido hoje falamos sobre farmacologia na patologia - neste caso nas perturbações do espectro do autismo e posteriormente quais as repercussões da terapêutica medicamentosa da PHDA na gaguez.


Apesar de nenhum fármaco ter sido encontrado como a cura para o autismo vários medicamentos são usados para controlar as co-morbilidades associadas ao autismo, com o objetivo de minorar os problemas de comportamento característicos.

A medicação psicotrópica exerce os seus efeitos nos sintomas mentais e de comportamento através da influência química no sistema nervoso central. Estudos avaliaram esta medicação não só pelos seus efeitos benéficos nos objetivos pretendidos como também pelos seus efeitos adversos. A medicação psicotrópica só é administrada em crianças que possuem mais do que três anos devido aos efeitos secundários adversos e porque os seus problemas comportamentais e outros podem ser facilmente moldáveis através de outros tipos de intervenção. The American Academy of Pediatrics nota que as terapias a partir de drogas devem ser usadas em conjunto e não como substitutos para as terapias psicológicas, educacionais, de comportamento ou reabilitativas.

Então como se pode caracterizar o autismo Neurobiologicamente? Dos diversos estudos imagiológicos e bioquímicos realizados, Cátia Cardoso (2014) refere as seguintes alterações:
      Alterações da perfusão cerebral e da bioquímica neuronal;
      Alterações na conectividade cerebral – com repercussão neuroanatómica, celular e até molecular (Neuroimagem funcional);
      Genética molecular – Moléculas de adesão, proteínas sinápticas e equilíbrio inibição-excitação;
      Alteração muito precoce das Conexões Neuronais.

Estas mesmas explicam as diferentes características tendo em conta os aspetos do neurodesenvolvimento, do ponto de vista psiquiátrico e comportamental. São nessas características que a intervenção farmacológica tenta atenuar. Passamos então a referir quais os fármacos mais utilizados no autismo e em que quadros clínicos, resultado de uma revisão bibliográfica e apresentada no congresso sobre Autismo em 2014:.

Antipsicóticos – Risperidona
      Aprovada para o tratamento de crianças e adolescentes com PEA
 Tratamento da irritabilidade, agressão, auto-agressão, hiperactividade e comportamento repetitivo
      Estudos recentes (2010-2013) mostram a sua eficácia, segurança e alguns efeitos secundários
      Risperidona e topiramato  - a combinação parecem mais eficazes no controlo da irritabilidade, estereotipias.
 Antipsicóticos – Aripiprazol
      Outro antipsicótico aprovado para o tratamento de crianças e adolescentes com PEA
      Reduz irritabilidade, hiperactividade e estereotipias
 Antipsicóticos – Clozapina
      Apenas um caso descrito
      Efeito colateral – Agranulocitose
 Antidepressivos – SSRIs (fluoxetina, fluvoxamina, fenfluramina)
      Alguns estudos demonstraram melhorias em crianças e adolescentes
      Revisão sistemática da Cochrane mostrou que não existia benefício, salvaguardando a importância da realização de mais estudos;
      Efeitos colaterais – agitação e hiperatividade
 Psico-estimulantes - Metilfenidato
  Estimulante usado nas crianças com PEA ou nas PHDA (perturbação de hiperatividade com défice de atenção);
      Uso limitado pelos efeitos adversos descritos habitualmente nas crianças com PEA;
      Alguns estudos recentes reconhecem benefícios nas crianças com PEA;
 Psico-estimulantes – Atomoxetina
      Inibidor seletivo do re-uptake da norepinefrina;
      Alguns estudos demonstram melhoria dos sintomas em crianças e adolescentes com PEA;
      Outro estudo com bons resultados foi realizado num grupo de rapazes com PEA sem défice cognitivo e PHDA;
Melatonina
·   Neuro-hormona segregada pela glândula pineal, indutor do sono. O nível aumenta ao anoitecer, tem pico a meio da noite e depois diminui quando amanhece)
      É usada cada vez mais para tratar as alterações do sono nas PEA
      Vários estudos realizados com bons resultados, no entanto são necessários mais estudos para implementar a sua eficácia;
Ácidos gordos – Omega3
      Ácidos gordos essenciais – ALA, DHA e EPA
      DHA existe em grande quantidade no cérebro humano e os estudos sugerem que é essencial ao seu funcionamento e crescimento
      Alguns estudos referem baixa quantidade Omega 3 nas crianças com PEA. Foram efetuados estudos randomizados para o tratamento da PHDA, depressão e esquizofrenia;
      Nas crianças com PEA melhorou a hiperatividade, no entanto, por serem amostras pequenas torna-se necessários mais estudos;
 Terapêutica dirigida aos recetores do Glutamato
      O Glutamato é o principal neurotransmissor excitatório no SNC;
      Vias gabaérgicas estão associadas às estereotipias (em modelos animais de PEA, incluindo X-frágil);
Oxitocina
      Desempenha um papel neuromodelador nos comportamentos sexuais, ansiedade de separação, memória social, resposta ao stresse e regulação da amamentação e tratamento das crias;
      As Alterações da produção da oxitocina poderão existir nas PEA.
    Alguns trabalhos referem uma diminuição dos comportamentos repetitivos, e melhoria na capacidade de compreensão das emoções dos outros, quando é ministrado a oxitocina

Ana Marques, 2015

terça-feira, 2 de setembro de 2014

«Á CONVERSA COM ....»





Tem vindo a aumentar o interesse pelo estudo das dificuldades da leitura e da escrita nomeadamente a dislexia, por constituirem dificuldades de aprendizagem específicas, inibidoras do normal desenvolvimento escolar, que necessitam de uma pedagogia diferenciada e de uma intervenção adequada. Estas dificuldades são certamente responsáveis por um considerável insucesso escolar.

Para o insucesso escolar concorrem variáveis diversas, de entre as quais as dificuldades de aprendizagem da leitura e da escrita serem determinantes. As variáveis relacionadas com o insucesso escolar podem ser de diversas naturezas:
- Orgânicas (doenças congénitas do sistema nervoso central, crónicas),
- Perturbações do desenvolvimento (autismo, border line, síndrome de asperger, perturbação de hiperactividade com défice de atenção),
- Perturbações específicas da aprendizagem (dislexia, disgrafia e discalculia).

As perturbações do desenvolvimento causam insucesso escolar através da disrupção específica nos processos cognitivos que estão na base das aquisições académicas, sendo por isso importante o despiste precoce para que um plano de intervenção pedagógico possa ser elaborado e planeado.

 Dia 6 de setembro no Equilibrium, iremos abordar na nossa «Conversa com...» os sinais e sintomas das dificuldades especificas de aprendizagem para a leitura e escrita.   

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

GENES DA LINGUAGEM

Em Outubro de 2001, foi descrito pela primeira vez (Cecília S. L. Lai e tal)[1] um gene que parece estar associado ao desenvolvimento de estruturas neuronais importantes para o desenvolvimento da fala e da linguagem humanas.
A análise do DNA dos membros de três gerações de uma família que exibia uma herança autossómica dominante de uma perturbação grave da fala e da linguagem, junto com a análise do DNA de um único indivíduo com sinais semelhantes, mas sem história familiar, produziram a evidência para a identificação pioneira de um gene associado à linguagem - o gene Foxp2.

Os pesquisadores demonstraram a existência de uma mutação de base única no gene Foxp2 nos membros afetados da família, nas três gerações. A mutação incide na região do domínio ligador de DNA. O indivíduo com a perturbação semelhante, mas sem história familiar, mostrou uma translocação que alterava a função do mesmo gene.

Os autores sugeriram, assim, que uma produção insuficiente da proteína FOXP2, num estágio chave da embriogenese pode levar a alterações das estruturas neurais importantes para a fala e para a linguagem. Este trabalho apoiou-se em esforços anteriores da mesma equipe para mapear o locus do gene Foxp2 em uma pequena região do cromossomo 7.



A ler:


terça-feira, 19 de novembro de 2013

DISLEXIA ... COMO AJUDAR


A Dislexia, muitas vezes torna-se um «bicho-de-sete-cabeças» para muitos professores, que acompanham alunos com este diagnóstico. È claro, que tendo em conta a atual estruturação do ensino, e com a diminuição dos apoios aos alunos com NEE (necessidades educativas especiais) esta problemática faz com que a preocupação por parte dos professores em relação a estes alunos torne-se ainda maior.

Primeiro que tudo há alguns aspetos a não esquecer perante esta nossa criança, que muitas vezes passa a ser apelidada de «disléxica», são eles:

- Não esquecer que todos os alunos são diferentes, mesmo que apresentem o mesmo diagnóstico, é importante ter presente as diferenças individuais de cada criança:

- O diagnóstico de «dislexia» percorre um espetro de problemáticas no seu grau de severidade,

- O aluno com dislexia não apresenta défice cognitivo

- A dislexia não tem cura

- a Dislexia tem uma base neurológica e existe uma incidência expressiva do fator genético nas suas causas, transmitido por um gene de uma pequena ramificação do cromossoma # 6 que, por ser dominante, aumenta a prevalência na família;

- O disléxico tem mais desenvolvida a nível cerebral uma área específica - o hemisfério lateral-direito, em relação aos leitores normais. Condição que, segundo os investigadores, justifica os seus "dons" , que estão relacionados com a sensibilidade, artes, atletismo, mecânica, visualização em 3 dimensões, criatividade, resolução de problemas  e habilidades intuitivas;

 


Estratégias de adequações no processo de avaliação do aluno disléxico:


- Dê-lhe mais tempo para realizar o teste;

- Elabore mais avaliações e com menos conteúdo, para que o aluno possa realizá-las num menor tempo.

- Considere que o disléxico já tem dificuldade para automatizar o código linguístico da sua própria língua e mais ainda em relação à estrangeira.

-  Não acumule conteúdos para começar a aplicar as avaliações. Ao contrário, aplique-as no final de cada tópico dado, de acordo com a progressão dos estudos, dando mais oportunidades aos alunos e evitando a acumulação de conteúdos a serem estudados.

-  Sempre que possível, prepare avaliação individualizada. O ideal é que os instrumentos de avaliação sejam elaborados de acordo com as suas características.

- Se for idêntica à dos colegas: Leia os enunciados em voz alta, certificando-se de que ele compreendeu as perguntas; durante a prova preste-lhe a orientação necessária para que ele compreenda o que está a ser pedido; respeite o seu ritmo permitindo-lhe, quando necessário, que a conclua na aula seguinte ou em outro lugar na escola (biblioteca, sala de grupo);

- Ao corrigi-la, valorize não só o que está explícito como também o implícito e adapte os critérios de correção à sua realidade;

-  Não faça anotações na folha da prova (sobretudo juízos de valor);

- Não registe a nota sem antes retomar a prova com ele e verificar, oralmente, o que ele quis dizer com o que escreveu;

- Pesquisar, principalmente, sobre a natureza do(s) erro(s) cometido(s): ex.: Não entendeu o que leu e por isso não respondeu corretamente ao solicitado? Leu, entendeu, mas não soube aplicar o conceito ou a fórmula? Aplicou o conceito (ou a fórmula), mas desenvolveu o raciocínio de maneira errada?  Em outras palavras: em que errou e porque errou?

-  Dê ao aluno a opção de fazer prova oral ou atividades que utilize diferentes expressões e linguagens.  Exigir que comunique o que sabe fazendo questões, propor problemas e apresentar soluções exclusivamente através da leitura e da escrita é mau; é, sobretudo,  negar-lhe um direito   – natural –   de comunicar, de criar e de expressar-se livremente.

- Avaliações que contenham exclusivamente textos, sobretudo textos longos, não devem ser aplicadas;

- Utilize uma única fonte,  simples, em toda a prova (preferencialmente “Arial 11” ou Times New Roman 12), evitando-se misturas de fontes e de tamanhos, sobretudo as manuscritas, as itálicas e as rebuscadas;

-  Dê preferência a avaliações orais, através das quais, em tom de conversa, o aluno tenha a oportunidade de dizer o que sabe sobre o(s) assunto(s) em questão;

- Não indique livros para leituras paralelas. Quando necessário, proponha outras experiências que possam contribuir para o alcance dos objetivos propostos:

- Ofereça uma folha de prova limpa, sem rasuras, sem riscos ou sinais que possam confundir;

- Ao colocar questões falso-verdadeiro, construa um bom número de afirmações verdadeiras e em seguida reescreva a metade, tornando-as falsas; evite o uso da negativa e também de expressões absolutas; construa as afirmações com bastante clareza e, aproximadamente com a mesma extensão; inclua somente uma ideia em cada afirmação;

- Ao colocar questões de associações:, fale de um só assunto em cada questão; redija cuidadosamente os itens para que o aluno não se atrapalhe com os mesmos;

- Ao colocar questões de preenchimento de espaços, utilize somente um espaço, no máximo dois, em cada frase; faça com que a lacuna corresponda à palavra ou expressão, que envolvam conceitos e conhecimentos básicos e essenciais

- Mantenha a mesma terminologia que está no livro adotado na disciplina.


 

«Dislexia é uma dificuldade especifica de aprendizagem da Linguagem para:


- A  Leitura, Soletração, Escrita,  Linguagem Expressiva e Recetiva,  os Cálculos Matemáticos, como na Linguagem Corporal e Social.


- Não tem como causa a falta de interesse, de motivação, de esforço ou de vontade, como nada tem a ver com défice visual ou auditivo como causa primária.»


Snowling, M.



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Bibliografia


Snowling, Margaret, Dislexia